Atravessou a rua correndo. Era ainda 5:40h da manha. Mal havia chegado de viagem, nem bem passou em casa, correu com as malas para vê-lo, revê-lo.
Tocou interfone. Uma voz sonolente do outro lado atende.
- Oi
- Abre?
- Quem é?
- Eu!
- Você? Que faz aqui?
- Anda, abre.
Subiu os 4 andares tremula. Nao sabia se sorria, chorava, se corria, andava devagar. Durante a viagem ensaiou milhares de frases. Mas quando abriu a porta não sabia nem mesmo o que dizer.
Ficaram parados se olhando, tanto tempo que não se viam, mas é como se nunca tivessem se separado.
- Posso entrar?
- Ah, claro. Desculpa. Entra!
- Não..
- Não o que?
- Não na sua casa.
- Como assim?
- Não quero entrar na sua casa.
- Aonde então?
- Na sua vida!
- De novo?
- Não posso?
- Não disse isso.
- Posso?
- Não sei.
- Porque?
- Faz tanto tempo.
- O tempo é irrelevante.
- Talvez.
- Parece que eu nunca fui embora
- E não foi.
- Nem você. Esteve sempre comigo
- Como foi?
- Bom. As vezes a gente precisa ir pra longe de todo mundo, até mesmo de nós.
- Quer mesmo voltar?
- Deixa?
- Estou confuso.
- Não, só está com sono.
- Deve ser.
- É!
- Que foi?
- Você continua como sempre.
- Você também não mudou nada.
- Sentiu saudades?
- Um pouco.
- Já é um bom começo.
- Porque demorou tanto?
- A vida tomou outro rumo. Sempre que pensava em vir tinha alguma desculpa pra me empedir. Trabalho, faculdade. Acho que alguma coisa me prendeu a você.
- Fica?
- Não vai embora nunca?
- Nunca se sabe.
- Tenta ao menos?
- Por você?
- Pela gente.
- Anda, entra. Tá frio, tenho que cuidar de você de novo!
- Ainda me ama?
- To confuso. Quer dizer com sono.
- Sempre engraçadinho.
- E você, me ama.
- Não sei.
- ...
- Mas é algo bom!
{ Alê Ferreira}
Tocou interfone. Uma voz sonolente do outro lado atende.
- Oi
- Abre?
- Quem é?
- Eu!
- Você? Que faz aqui?
- Anda, abre.
Subiu os 4 andares tremula. Nao sabia se sorria, chorava, se corria, andava devagar. Durante a viagem ensaiou milhares de frases. Mas quando abriu a porta não sabia nem mesmo o que dizer.
Ficaram parados se olhando, tanto tempo que não se viam, mas é como se nunca tivessem se separado.
- Posso entrar?
- Ah, claro. Desculpa. Entra!
- Não..
- Não o que?
- Não na sua casa.
- Como assim?
- Não quero entrar na sua casa.
- Aonde então?
- Na sua vida!
- De novo?
- Não posso?
- Não disse isso.
- Posso?
- Não sei.
- Porque?
- Faz tanto tempo.
- O tempo é irrelevante.
- Talvez.
- Parece que eu nunca fui embora
- E não foi.
- Nem você. Esteve sempre comigo
- Como foi?
- Bom. As vezes a gente precisa ir pra longe de todo mundo, até mesmo de nós.
- Quer mesmo voltar?
- Deixa?
- Estou confuso.
- Não, só está com sono.
- Deve ser.
- É!
- Que foi?
- Você continua como sempre.
- Você também não mudou nada.
- Sentiu saudades?
- Um pouco.
- Já é um bom começo.
- Porque demorou tanto?
- A vida tomou outro rumo. Sempre que pensava em vir tinha alguma desculpa pra me empedir. Trabalho, faculdade. Acho que alguma coisa me prendeu a você.
- Fica?
- Não vai embora nunca?
- Nunca se sabe.
- Tenta ao menos?
- Por você?
- Pela gente.
- Anda, entra. Tá frio, tenho que cuidar de você de novo!
- Ainda me ama?
- To confuso. Quer dizer com sono.
- Sempre engraçadinho.
- E você, me ama.
- Não sei.
- ...
- Mas é algo bom!
{ Alê Ferreira}