terça-feira, 1 de novembro de 2011

Era! É!


Acredito que metade das coisas que acontecem em nossa vida não possuem explicação, enquanto a outra metade é tão significativa que não faz a menor diferença saber o porquê, só interessa que exista.

O amor talvez seja assim. Você nunca vai conseguir entende-lo e menos ainda defini-lo, e por mais que você tente por diversas vezes, chega um momento em que você desiste e o que realmente passa a importar é a presença do outro em sua vida. Não fará a menor diferença você saber o porquê de ser ele ou o porquê de ser agora.

O mais engraçado de tudo isso é quantas vezes pronunciamos eu te amo e quando tudo se acaba dizemos: ‘ah, na verdade não era amor’. Não? Só porque acabou? Sinceramente não acredito nessa história que só é amor aquele que é para sempre. Acredito em diversos amores, cada qual com sua forma e sua intensidade. Não se qualifica, não se mede, não se rotula, apenas se sente. E sente uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias. E todas as vezes batemos no peito e confiamos que esse é o verdadeiro e esse é o pra sempre e de repente, PLOFT, acabou. Na realidade o que se vai é a convivência, a relação, o amor permanece. Ele se esconde e dá espaço para que outro possa se achegar, ele silencia para não atrapalhar outro romance, mas ele não morre. Ele diminui sua intensidade e com o tempo aparenta ser apenas um carinho. O amor é bom, e ele jamais será egoísta a ponto de querer tudo para si. Se o primeiro acabou, ele permite que o outro apareça. Portanto não adianta dizer que acabou, que não era amor ou que outro não virá. Tudo tem seu tempo. Quando o atual amor se aquietar, aguarde, outro logo virá e te fará sentir tudo de novo, até chegar o momento de você novamente dizer: ‘acabou, não era amor’. Era! É! Só não era o do pra sempre.


{Alê Ferreira}